Meu Ponto de Vista


Meu ponto de vista sobre a posição da UNITA,
face às propostas avançadas pelo MPLA.

Começo esta análise por uma conclusão que resume tudo quanto podemos depreender desta encenação, cuja origem provém muito antes da realização das eleições legislativas: “Em momento algum o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, se predispôs a submeter-se ao voto popular”. Os 81,6%, diga-se: a fasquia foi içada alto de mais para as manobras decorrentes; Quintino de Moreira com a ND e as eleições indirectas; supostas controvérsias internas ou renúncias no MPLA; eleições atípicas; revisão da Constituição, etc., não passam de variantes de uma mesma incógnita cujo objectivo real é proteger José Eduardo dos Santos da censura dos angolanos.

Não nos enganemos. Os três projectos de governação não serão submetidos à debate popular, são simplesmente levados como informação formal à algumas pessoas. É apenas isso mesmo.
Pois, estes debates não terão qualquer valor atributivo determinante - tudo está decidido de avanço. O que é posto agora a circular é o ponto de vista unilateral do MPLA que não teve em conta outras propostas, nem dos partidos políticos com assento parlamentar, tão pouco da sociedade civil.

Nestes projectos, não há nada de extraordinário, nem nos princípios fundamentais, nem nas rubricas relativas às sub-constituições adjacentes. A única novidade que pude também constatar, trata-se do modelo “C” – Presidencialista Parlamentar. Procuramos aturadamente compreender no Direito Constitucional, o que na realidade quer isto dizer e que fundamento nos reserva esta inovação? - Nada de concreto. Uma hipótese, provável de ser a mais verídica. O MPLA, o PR em primeiro lugar, tencionam perpetuar o modelo de governação em vigor, ou seja o monopartidarismo guiado pela monarquia, consubstanciada na força da oligarquia elitista latifundiária ou financeira. Se agora não há respeito pelos deputados, não será na madrugada que o Parlamento terá valor institucional como tal.

Para dizer que: “a UNITA tem razão na sua interpelação e estamos solidários”. É vergonhoso que um país com um índice de miséria tão elevado como o nosso, expresso na sua taxa assustadora de mortalidade; um país que deveria ter a estabilidade político-social como principal objectivo gaste assim tanto dinheiro, tanto tempo por causa de uma só pessoa.

Estas modalidades de governação que me parecem indesejadas e desnecessárias na sua essência e que foram introduzidas com o intuito de criar tensões, exaltar ânimos susceptíveis de provocar conflitos, são extemporâneas. Repito o que tenho dito, ou melhor, o que temos dito: Não houve necessidade, não houve urgência alguma para a revisão da constituição; os diplomas que compunham a Constituição em vigor eram riquíssimos e confortáveis para permitir no mínimo um processo eleitoral regular. Toda e qualquer emenda poderia efectuar-se muito bem a posterior. A realidade é que, houve desde o início “Má fé”.

Portanto, sem dúvida, entre ditos e desditos, todos sabem agora que a máquina política e administrativa do MPLA e indirectamente a do governo, funcionam essencialmente para satisfazer as vontades de José Eduardo dos Santos. Tudo o resto não passa de um jogo de passa-tempo com o objectivo de nos distrair do essencial. Iludir a opinião pública nacional e internacional.

Como disse: O PR por nada deste mundo quer submeter-se ao julgamento popular através do sufrágio universal directo. “Para o Presidente da República, este tipo de eleições constitui uma ofensa e humilhação”.
Por outro lado, o Balé diplomático que decorreu desde a chegada a Angola de Sua Santidade o Papa Bento XVI, em Março; a participação do PR na Cimeira do G-8 em Aquila Itália a convite de Berlusconi, em Julho; a visita da Secretária de Estado Americana Hillary Clinton aos 9 de Agosto, Balé que culminou com a visita do Presidente sul africano Jacob Zuma, e a tristemente célebre declaração do PR aos 20 de Agosto sobre as eleições atípicas, logrou mais o interesse pessoal e político do PR do que o interesse nacional. Este foi mais um exercício que serviu apenas para caucionar o plano que se verifica agora.

Outrossim, pessoalmente e se de facto pretendemos a evolução de Angola, não apenas limitada no contexto do progresso dos países africanos, mas sim à escala de todo mundo estável e desenvolvido, pugno por um modelo de governação Semi-presidencialista, com a nítida separação de poderes. É o mais adequado para um país como Angola. Fora disso, não nos libertaremos nunca do Sobado africano.

Deus Abençoe Angola
Luisete Macedo Araújo
Pré-Candidata às eleições presidenciais

6 comentários:

feliz disse...

O Sr. Jose Eduardo dos Santos sabe que o seu fim está perto. Por isso quer, a todo custo, travar este processo natural. Ele foi nutrido, ao longo destes últimos anos, com o ar de eternidade e omnipoténcia, caracteristicas que só pertencem a Deus.

É esta busca de satizfação por «TODO O PODER» que acaba friamente com alguém que se sente no lugar de Deus, ou que alguns têm como um Deus.

Etc, etc.

CÁ FICO disse...

JES é como "Salazar" e A ANP...falta saber qual o "Marcelo" que lhe vai suceder, pois breve,breve vai haver um novo 25 de Abril em Luanda...

José Sousa disse...

Pois é uma tristeza tão grande que invade a minha alma. Os filhos de Angola não lutaram contra o colonialismo com a finalidade de ficarem a viverem numa situação tão desumana. Sou militante da UNITA e o que pretendiamos, ao querer a descolonização, era que todos focem tratados com os mesmos direitos. Nunca foi nossa intenção, Agola caír nas mãos de corruptos. Leiam o meu blog. <www.queriaserselvagem.blogspot.com.

José Sousa disse...

Agora tenho um blog dedicado somente a Angola, a pátria que vive no meu coração. vá lá e veja, estou apelando, tambem, ao voto na LUISETE MACEDO ARAÚJO.
www.congulolundo.blogspot.com

aercio disse...

cara Dr. Luisete Macedo Araújo.
chamo-me Aércio Silva e sou funcionário bancário a 3 anos.
formei-me na Europa através de uma bolsa de estudo atribuída pela cooperação portuguesa.
sai de Angola tinha cerca de 14, 15 anos. Ao todo com o tempo que já tinha vivido na Europa fiz cerca de 18 anos fora.
Mas quem olha para mim vê traços de um jovem angolano do Sul.
Durante muito tempo fui militante da JSD de Oeiras (juventude Social Democratica). apreende novos hábitos e novos costumes, vivi e provei a liberdade e a noção democracia. Perdi a engenuidade ao perceber que o poder corrompe. sentia-me frustrado toda vez que olhava para televisão e via os meus irmãos pugnando por algo que eu não percebia ao certo mas mais tarde percebi que era o poder. Como todos julguei se o pendor pesasse para uns dos lados que tinha-mos as coisas resolvidas. por vezes penso que esta minha ultima afirmação faz sentido (por que o clamor parou) por outro lado há um ensurdecedor silêncio em que o clamor se mistura com a alegria e a triste com o comodismo.
Eu vejo a alegria no rosto dos jovens mas quando vejo a facilidade como eles baixam as suas defesas ao mínimo de sedução, sinto a fraqueza dos nossos alicerces e como eu não sou nem de perto nem de longe um elemento de poder rogo para que ninguém mas veja isso, é obvío que as minhas preces caem em saco roto.
ouvir-lhe falar, ler os seus discursos é o renascer de algo que já tinha perdido a muito.
eu lembro de que antes de eu entrar para a JMLA a cerca de 4 anos (ainda em portugal)eu fui adepto do PLD mais propriamente da Dr. Analia de Victoria Pereira Vulgo "Mama coragem" porque havia força na sua mensagem, havia esperança na sua voz e conforte da segurança.
Isso perdeu-se e pensei em encontro no partido dos meus familiares. Quando me dei conta que o que mais havia era lutas de poder e pouca doutrina nada do que eu aspirava alcancei e simplesmente me cansei.
olhar para si ver o seu discurso é e o Renascer da Esperança da Coragem e da Força e sobre tudo da valentia.
Sou um jovem da familia Corrêa Victor e Fernandes da Silva que dá um passo em frente pelo suporte a sua candidatura.

Kaluquembe disse...

Excelentissima Luisete, eu posso lhe fazer um site melhor e com mais atractivos e qualidade do que este. Sou angolano residente na Holanda e apoio a sua candidatura. Se estiver interessada num site mais profissional, mas simples(para lhe facilitar no maseio), contacta-me: kaluquembe99@gmail.com